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Pai de Administrador, o escritor e intelectual cearense João Clímaco faria 105 anos neste 2018

sergio cmfor joão climaco

O Administrador Sérgio Bezerra, conselheiro na atual gestão, escreveu um breve texto, que emocionou diversos membros da categoria. Não para menos, a homenagem foi feita de filho para pai, mas João Clímaco foi um dos maiores escritores e intelectuais brasileiros.

 

Leia o texto feito pelo Adm. Sérgio Bezerra, na data de 30 de março de 2018, quando o escritor completaria 105 anos se vivo estivesse:

"Hoje, se vivo, meu pai completaria 105 anos.
A esquecer a modéstia, posso afirmar ter sido João Clímaco Bezerra um dos mais talentosos escritores do Ceará da geração modernista pós 1945.
Romancista, cronista diário, novelista, crítico literário, editorialista (na condição de Jornalista) publicou seu primeiro romance, intitulado "Não há estrelas no céu", em 1948, com críticas nacionais muito auspiciosas, em especial de José Lins do Rego e de Otto Maria Cerpeaux.
Natural de Lavras da Mangabeira, veio para Fortaleza no início dos anos 1940 e aqui permaneceu ate 1966, quando se mudou para o Rio de Janeiro, cidade em que faleceu em 2006.
Um dos fundadores do Grupo Clã de literatura, o mais profícuo movimento literário do Ceará, com seus integrantes a publicarem mais de 150 livros.
Por 2 anos seguidos (2006/7) foi o autor selecionado para o antigo vestibular da UFC, com o romance "A vinha dos esquecidos".
Foi um conversador eclético, sempre cercado de amigos. Eram concorridas as rodadas na Confederação Nacional da Indústria, nas quais o papo versava sobre economia, artes, política e, naturalmente, literatura.
Muita saudade de meu velho."

Naturalmente, algumas pessoas, dentre profissionais e estudantes, queriam saber mais sobre o escritor cearense, que foi destaque no século passado. A Imprensa do CRA-CE decidiu pesquisar e fazer um texto que possa falar mais sobre João Clímaco.

João Clímaco Bezerra nasceu em Lavras da Mangabeira, no dia 30 de março de 1913. Filho de Raimundo Nonato Bezerra (Bidu) e de Maria da Costa Bezerra, pertencentes a tradicionais famílias do município. "Lavras da Mangabeira é um celeiro de escritores. Quando meu pai faleceu, haviam outros três conterrâneos dele na Academia Cearense de Letras (ACL). Houve uma época que a ACL contou com nove acadêmicos de Lavras", pontua Sérgio Bezerra.

A cidade é pano de fundo de muitas das histórias escritas por ele.

Órfão muito cedo de pai e mãe, o escritor chegou a trabalhar no comércio local, transferindo-se ainda jovem para Fortaleza, onde estudou nos Colégios São João e no Liceu do Ceará.

João Clímaco graduou-se em direito em 1950 pela Universidade Federal do Ceará (UFC).

Antes, ainda no ano de 1943, participou da fundação do Grupo Clã de Literatura. Com ele, estavam figuras como Antônio Girão Barroso, Artur Eduardo Benevides, Aluísio Medeiros, Fran Martins, Antônio Martins Filho, Braga Montenegro, Mozart Soriano Aderaldo, Eduardo Campos, José Stenio Lopes, Otacílio Colares e Milton Dias. O grupo foi resultado do 1º Congresso Cearense de Poesia.

"Papai sempre foi uma pessoa de muitos amigos. O congresso que eles fizeram em 1943 fez um sucesso extraordinário e teve grande repercussão no País", relembra Sérgio Bezerra.

"Do ponto de vista de produção literária, o Grupo Clã deu de dez na Padaria Espiritual. A Padaria produziu pouquíssimo, enquanto que o Clã soma mais de 150 livros publicados", compara Sérgio, ilustrando a relevância do grupo criado na história literária do Estado.

A vida literária de João Clímaco Bezerra sempre esteve paralelamente ligada a seu trabalho como jornalista. Na década de 1950, destaca Sérgio, era tido como o grande cronista do Estado, com textos publicados diariamente nos jornais Unitário e Correio do Ceará, ambos pertencentes ao Grupo Diários Associados.

Além das crônicas, o escritor assinava também o editorial dos periódicos, para os quais contribuiu até 1966.

Neste ano, o escritor mudou-se com a família para o rio de janeiro, onde residiu até o ano de sua morte, em 2006. Em terras cariocas, publicou críticas literárias no Jornal do Brasil e O Globo, colaborou com a revista "Manchete", além de exercer o cargo de Chefe do Gabinete do Presidente da Confederação Nacional da Indústria.

João Clímaco Bezerra foi casado com a professora Maria Stela de Vasconcelos Bezerra, com quem teve quatro filhos, que lhes proporcionaram uma descendência de sete netos e quatro bisnetos. O escritor veio a falecer no dia quatro de fevereiro de 2006, aos 92 anos de idade, tendo deixado uma obra profícua, consistente e que valoriza e envaidece todo o povo do Ceará.

Na foto, o vereador Acrísio Sena, a professora Regine Limaverde, da Academia Cearense de Letras, e o ministro do Tribunal de Contas da União, Ubiratan Aguiar, ladeiam o administrador Sérgio Bezerra, por ocasião da homenagem da Câmara de Vereadores de Fortaleza ao centenário do escritor.
(Com informações do Diário do Nordeste)

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